Entrevista à Comunicação Social 2026-08-27 Jornal Hou Kong

Presidente Yang Cheng interpreta o Terceiro Plano Quinquenal: Macau deve assumir-se como pivô estratégico e «amortecedor» da abertura nacional

Após a publicação do Terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Económico e Social da Região Administrativa Especial de Macau (2026–2030), o Presidente da MFTEDA, Yang Cheng, também Presidente da Associação de Inovação Digital de Macau, concedeu uma entrevista ao Jornal Hou Kong para analisar os pontos altos do plano, sublinhando que este responde à pergunta da nossa era: «como pode uma pequena cidade encontrar um grande lugar na estratégia nacional?»

Na opinião de Yang Cheng, Macau deve assumir a posição de pivô estratégico na abertura nacional e servir de «amortecedor» para as empresas que se internacionalizam, transformando um salto arriscado numa aterragem suave e bem preparada. Ao longo de três momentos — amortecimento prévio, apoio intermédio e ressalto posterior — recomendou que, ao nível do Governo, se crie uma equipa de trabalho dedicada e um balcão único de serviços à internacionalização das empresas, integrando o direito, a contabilidade, a certificação e a arbitragem em língua portuguesa num «pacote de serviços de internacionalização» normalizado; que, ao nível do sector empresarial, se construa em conjunto um repositório de fornecedores certificados e uma base de conhecimento de casos, fazendo da experiência dos pioneiros o alicerce dos que se seguem; e que, ao nível académico, se transformem os casos de gestão de crises em recursos de investigação e de ensino.

Yang Cheng sublinhou que Macau deve apostar nas micro, pequenas e médias empresas e nos sectores de activos leves, reduzindo ao mínimo as barreiras à internacionalização através de plataformas de articulação precisa e de programas de apoio específicos, de modo a que os dividendos inclusivos alcancem o mais amplo tecido empresarial; ao mesmo tempo, apoiando-se nas vantagens conjugadas da Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong-Macau em Hengqin, Macau deve explorar com prudência actividades de activos digitais conformes no exterior, preenchendo a peça que faltava no puzzle da abertura nacional.

«Pôr as forças de Macau ao serviço das necessidades do país», afirmou Yang Cheng, acrescentando que a MFTEDA continuará a desenvolver investigação e a apresentar propostas em torno da execução do Terceiro Plano Quinquenal, ajudando Macau a desempenhar o seu papel ímpar na abertura de alto nível do país.

Fonte Jornal Hou Kong
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